Delator acusa Henry de pedir R$ 2 milhões para aprovar emenda.

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O ex-deputado federal Pedro Henry (PP) foi citado pelo ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho durante depoimento aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo reportagem do site G1, o ex-parlamentar foi um dos quatro políticos que pediu propina, de R$ 2 milhões, para aprovar uma emenda à Medida Provisória 183, de 2004.

Além de Henry – citado em vários outros escândalos de corrupção, como o Mensalão -, o ex-funcionário da empreiteira citou Sandro Mabel (PMDB-GO), Pedro Corrêa (PP-PE) e Mário Negromonte (PP-BA).

Carvalho Filho, no entanto, afirmou que o comportamento de Henry causou estranheza e que por esse motivo resolveu não concluir o negócio.

O ex-funcionário da Odebrecht José de Carvalho Filho citou em colaboração premiada os nomes dos ex-deputados federais Sandro Mabel (PMDB-GO), Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT) e Mário Negromonte (PP-BA).

Segundo Carvalho Filho, houve uma tentativa de pagamento de propina, de R$ 2 milhões, para aprovar uma emenda à Medida Provisória 183, de 2004.

Segundo o ex-funcionário da empreiteira, o pedido feito pelos quatro ex-parlamentares teria ocorrido durante uma reunião, em 2004.

O colaborador afirmou aos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) que buscou Mário Negromonte, “que acatou a solicitação e promoveu emenda de relator relativa à MP 183/04”.

Antes do processo de votação, porém, Carvalho Filho disse que o ex-deputado, ao lado de Mabel, Corrêa e Henry, solicitou o acerto de R$ 2 milhões para aprovação da emenda. O delator contou que Negromonte foi “veemente” em afirmar que o pagamento da propina deveria ser feito na mesma data.

Carvalho Filho, no entanto, afirmou que o comportamento de Henry causou estranheza e que por esse motivo resolveu não concluir o negócio.

A medida provisória que segundo o colaborador foi negociada com os ex-parlamentares, mais tarde, também em 2004, foi sancionada lei federal. A norma reduzia as alíquotas do PIS/PASEP e da COFINS que incidem na importação e na comercialização do mercado interno de fertilizantes e defensivos agropecuários.
Na petição enviada à instância inferior, o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin determinou que fosse destacado que Mário Negromonte, atualmente, é conselheiro no Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia.

Em 2015, o gabinete e casa de Negromonte já tinham sido vasculhados durante Operação Politeia, desdobramento da Operação Lava Jato naquele estado.

O advogado de Pedro Henry, Luiz Alberto Derze, disse que ainda não teve acesso às informações relacionadas ao ex-deputado federal e que a defesa deve se pronunciar assim que tiver conhecimento do teor das acusações.
O G1 tenta contato com Sandro Mabel, Pedro Corrêa e Mário Negromonte.
aldriane
oficinacentral1
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