Fazendeiro de Pontes e Lacerda compra parte de gado de ex-secretário de MT

0

O rebanho do ex-secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Pedro Nadaf, preso desde setembro de 2015 acusado de receber propina em troca de concessão de benefícios fiscais a empresas, foi a leilão nessa terça-feira (2) em Cuiabá. Os cinco lotes oferecidos foram arrematados por R$ 743,4 mil.
As cabeças de gado, 714 no total, estão numa fazenda em Chapada dos Guimarães, município a 65 km de Cuiabá, e foram avaliadas previamente pela Justiça em R$ 1 milhão. O rebanho teria sido comprado com dinheiro oriundo de propina, segundo as investigações.
O leilão foi realizado como forma de ressarcir os cofres públicos. O advogado de Nadaf, Willian Kalil, disse que vai se posicionar sobre o assunto quando o processo judicial por encerrado.
Conforme a descrição dos bens, os animais mais caros do rebanho eram os machos com idade entre 25 e 36 meses, avaliados em R$ 1.980 cada um. Aproximadamente 300 produtores rurais acompanharam os lances do leilão, realizado no Fórum da capital, pela internet.
A apreensão do gado foi determinada pela 7ª Vara Criminal, na qual tramita a ação contra Nadaf. “A proposta é garantir um processo criminal. A doutora Selma Arruda determinou a apreensão, o arresto e a venda antecipada. A diretoria providencia a venda e o dinheiro arrecadado vai ficar vinculado a esse processo”, disse a juíza diretora do Fórum, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva.
Um dos lotes foi arrematado por R$ 158 mil por um fazendeiro de Pontes e Lacerda. Outros dois lotes receberam propostas com deságio de 20%, mas o caso ainda será analisado pela juíza Selma Rosane Santos Arruda.
Na última sexta-feira (28) foi realizada a primeira fase do leilão, mas como não teve interessados, os animais foram oferecidos por 80% do valor. E, para facilitar a venda, eles foram divididos em lotes.
Nadaf foi preso pelo Gaeco durante a operação Sodoma, em setembro de 2015. Além dele, também estão presos o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi. Os três são acusados de fazerem parte de um esquema de fraudes na concessão de incentivos fiscais em Mato Grosso, por meio do programa Prodeic.

Fonte: Folha max

Compartilhar

Deixe uma resposta