Governador de MT, Pedro Taques apresenta carta de desfiliação do PDT

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Taques apresentou carta de desfiliação ao diretório municipal do partido. Nova sigla do governador deverá ser anunciada nas próximas semanas.

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques, apresentou nesta segunda-feira (10) seu pedido de desfiliação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), sigla pela qual se elegeu senador em 2010 e governador em 2014. O pedido de desfiliação foi dirigido ao diretório municipal do partido em Cuiabá. Em viagem à região do Araguaia, leste de Mato Grosso, Taques emitiu nota por meio de sua assessoria de imprensa confirmando a desfiliação e anunciando para as próximas semanas a decisão sobre o próximo partido ao qual deverá se filiar.

No PDT por cinco anos, o ex-procurador da República Pedro Taques obteve 708.440 votos na candidatura ao Senado, em 2010. Em 2014, ao disputar o governo de Mato Grosso, ele obteve outros 833.788 votos (57,25% dos votos válidos). Com a vitória, o PDT chegou a ter dois governadores no país (o outro é Waldez Góes, do Amapá).

Sucinta, a carta entregue por Taques ao diretório do PDT apenas solicita seu desligamento e a retirada de seu nome do rol de filiados, o que deve ser informado aos diretórios estadual e nacional do aprtido, bem como à Justiça eleitoral.

De acordo com a nota emitida por Taques por conta da notícia da desfiliação, o motivo do ato é o apoio do PDT ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Na nota, ele lembrou que “sempre demonstrou descontentamento com a direção da legenda pelo apoio ao governo”, motivo pelo qual, já no Senado, adotou postura de independência. No Poder Legislativo, ele e outros senadores chegaram a tentar um movimento para retirar o PDT da base de apoio a Dilma, mas sem sucesso, lembra a nota.

Agora, segundo o texto, Taques e seu grupo político devem fazer nas próximas semanas o anúncio do partido ao qual deverão se filiar. Antes da oficialização, contudo, a saída do PDT já vinha sendo admitida por Taques, o que abriu espaço para diversos convites de filiação.

Na última sexta-feira (7), por exemplo, o governador foi “assediado” por colegas durante reunião em Cuiabá do Fórum dos governadores Brasil Central: o governador Marconi Perillo, de Goiás, acompanhado do também tucano Reinaldo Azambuja, de Mato Grosso do Sul, convidou Taques publicamente para se filiar ao PSDB; já Marcelo Miranda, do Tocantins, junto ao também peemedebista Confúcio Moura, de Rondônia, convidou o mato-grossense para ingressar no PMDB, sigla do ministro de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger, igualmente presente na ocasião; por sua vez, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, convidou Taques a integrar o PSB.

Deputado Zeca Viana (PDT) tem mais de R$ 82 milhões em bens (Foto: Fablicio Rodrigues/ALMT)

PDT
Questionado sobre a saída do governador, o presidente estadual do PDT em Mato Grosso, deputado estadual Zeca Viana, afirmou que a falta do agora ex-correligionário certamente não será sentida porque o governador não vinha militando pelo partido.

“Tenho que desejar para ele boa sorte, mas ele nunca foi pedetista, pelo que ele demonstrou”, criticou o parlamentar.

Viana também minimizou o peso do apoio nacional da sigla ao PT na decisão de Taques, dizendo que as desavenças políticas que ambos passaram a ter logo após o início do mandato devem ter sido o fator preponderante para a saída do governador do partido.

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