Integrantes do GMF conhecem projeto de marcenaria do Centro de Ressocialização de Sorriso

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Desde 2017 o Centro de Ressocialização de Sorriso (400 km ao Norte de Cuiabá) reestruturou o projeto Renascer, que oferece oportunidades de trabalho, capacitação e estudos aos reeducandos. O principal projeto desenvolvido pela unidade é a oficina de marcenaria e envolve 36 homens. A iniciativa foi vista e elogiada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Penitenciário, nesta quinta-feira (17.10).

Em seguida, os representantes do Grupo, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), Poder Judiciário, Conselho da Comunidade e outros órgãos locais discutiram assuntos relacionados ao Sistema Penitenciário em audiência pública realizada no Fórum de Sorriso.

O coordenador do GMF, juiz Geraldo Fidélis, enalteceu o trabalho realizado dentro e fora da unidade. “Entramos no Centro de Ressocialização e sentimos a diferença, sentimos que tem vida, e o diretor, agentes penitenciários, juntamente com a Prefeitura e o Judiciário locais, estão de parabéns por fazerem a diferença”.

A oficina de marcenaria teve início a partir do conhecimento de um deles, que compartilhou com os demais e hoje fornece móveis para toda a cidade. De acordo com o diretor do Centro de Ressocialização, Enilson de Castro, a parceria com outros órgãos é fundamental para provocar a mudança de cultura na sociedade quanto à reintegração de reeducandos no mercado de trabalho. “Eu acredito no poder de transformação destas oportunidades nas vidas dos reeducandos”.

Atualmente, 51 homens fazem parte da Ala Renascer, que foram escolhidos com base em uma avaliação laborativa feita pelo setor psicossocial, em conjunto com a direção da undidade. “Há dois anos tínhamos apenas 25 pessoas nesta ala e cinco fazendo artesanatos manuais. Nós reestruturamos todo o espaço, colocamos as salas de estudo, um reeducando compartilhou o conhecimento em marcenaria com os outros, e também oferecemos um curso de reaproveitamento de madeira”, lembrou o diretor.

O prefeito de Sorriso, Ari Lafin, frisou que é preciso fomentar esta ideia, romper preconceitos e envolver todas as lideranças, independente de grupos políticos. “A terra pode ser fértil, como também pode não ser, isso depende de cada um. Mas com a oportunidade oferecida, contando com a união de todos, vemos que é possível mudar. Para isso, é preciso olhar estas pessoas com carinho e ampliar as chances de acesso ao mercado de trabalho”.

Trabalho e ensino são os caminhos

Nesta unidade, dos 280 reeducandos, 63 trabalham, sendo 36 intramuros em cela livre e três inatramuros em carceragem, todos não remunerados, mas com remição de pena. Já no regime extramuros, são 23 não remunerados (Prefeitura e Fórum) e um remunerado (empresa privada). Mas, a partir dos próximos meses, os demais também passarão a ser remunerados pelos serviços prestados.

Já na Escola Estadual Nova Chance, 45 recuperandos estudam, divididos em três salas de aulas, desde a alfabetização até o Ensino Médio. Pertencente à Ala Renascer, J.F., de 27 anos participa das duas frentes de ressocialização: trabalho extramuros e ensino. Cumprindo pena há três anos e sete meses, ele começou a trabalhar no Fórum de Sorriso em fevereiro de 2019 e atualmente cursa o 8° ano do Ensino Fundamental.

Segundo ele, a recepção dos servidores foi muito boa, o que o estimulou a continuar. “É uma oportunidade muito importante de aprender uma profissão e também de conhecer novas pessoas, é o que me faz querer deixar todo o passado ruim para trás e seguir em frente com uma nova vida”, destacou o reeducando.

Fonte: GOV MT
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