Mato Grosso pode ser reconhecido como zona livre de Peste Suína

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Fiscal do Ministério da Agricultura está em MT fazendo auditorias.
Se for considerado livre da doença, mercados poderão se abrir à carne.

Mato Grosso pode ganhar reconhecimento internacional da Organização Internacional de Epizootias (OIE) como estado livre de Peste Suína Clássica (PSC), o que pode abrir mercados para exportação de carne suína produzida no Estado. Um fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está no Estado fazendo auditoria em postos fiscais fixos e móveis do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) desde esta segunda-feira (13).

O objetivo é avaliar o trabalho de vigilância sanitária e apresentar um relatório à organização com o objetivo de conquistar o um certificado internacional de livre da doença. Após ser analisado por uma equipe de técnicos da OIE, se aprovada a inclusão do Estado na zona livre da doença, o certificado será fornecido no primeiro semestre de 2016.

Em 2009, o Mapa elaborou normas para o controle da doença no país e desde então estimula que os estados produtores de suinocultura as sigam para conseguir o reconhecimento internacional de livre da peste.

Na segunda-feira (13), o fiscal visitou a sede do Indea em Cuiabá e verificou documentos. Na terça-feira (14), foi feita uma auditoria no posto fiscal fixo de Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá, na divisa com o Pará, e na quinta-feira (16) devem chegar ao posto fiscal fixo de Vila Rica, a 1.276 km de Cuiabá, no Vale do Araguaia, região leste do Estado.

“Estão sendo averiguados os postos para saber se as regras foram cumpridas para que possamos então fomentar o mercado de carne suína para exportar para outros países”, afirma Custódio Rodrigues de Castro Júnior, secretário executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Para o presidente do Indea, Guilherme Linares Nolasco, a instituição se dedicou a cumprir com todos os requisitos exigidos para o pleito do reconhecimento internacional de zona livre da PSC. “O Indea cumpriu com tudo o que é exigido para o pleito. Investimos em qualificação dos servidores e colocamos mais dois postos de fiscalização em funcionamento”.

Segundo o fiscal Roberto Hausen Messerschmidt, o reconhecimento internacional é importante tanto para o produtor quanto para o país, uma vez que abre portas para a exportação. “Já recebemos, de antemão, todos os pontos que o Mato Grosso está adotando para que receba esse certificado e isso é muito importante para os criadores, para o Estado e para o serviço oficial também”.

Em reunião realizada em Brasília, em junho, representantes do Mapa apresentaram o que cada um dos Estados precisava para o pleito do status. Para Mato Grosso faltava apenas ampliar a área de fiscalização interestadual. A partir de então, foi aberto um posto fiscal fixo em Guarantã do Norte. O posto funcionará em containers e foram construídos pelo Indea e Acrismat.

Alcindo Uggeri, produtor rural em Nova Mutum (MT) comemora a melhora de preços do quilo do suíno (Foto: Reprodução/TVCA)(Foto: Reprodução/TVCA)

Em Colniza, município vizinho do Pará, devido ao baixo tráfego de animais e ao difícil acesso, serão realizadas barreiras volantes, com equipamentos e veículos doados pelo Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa-MT). Em Vila Rica, o posto fiscal está em funcionamento desde 22 de junho, em parceria com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). Em breve, o Indea começará no Posto XII de Outubro, no município de Comodoro, a 677 km de Cuiabá, na divisa com Rondônia.

Outros estados
Mato Grosso é o quinto maior produtor de suínos do Brasil, com mais de dois milhões de cabeças, sendo que 1,6 milhão estão em granjas comerciais. Atualmente, 413 granjas comerciais são cadastradas no Indea.

Além de Mato Grosso, mais 13 Unidades Federativas buscam o reconhecimento por parte da OIE:Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiás,Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e o Distrito Federal. Rio Grande do Sul eSanta Catarina foram reconhecidos internacionalmente como zonas livres de PSC em maio deste ano.

Por:Amanda Sampaio

G1

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