Pedro Taques defende discussão sobre o impeachment de Dilma

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Para o governador, dizer que o processo é “golpe” é desculpa de quem está perdendo espaço político.

O governador Pedro Taques (PSDB) defendeu, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (31), ser absolutamente possível discutir o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).IMG-20150728-WA0030

Para Taques, afirmar que o processo seria uma forma de “golpe” é desculpa de quem está perdendo espaço político.

“É absolutamente natural que as instituições funcionem. Essa história de golpe é conversa de quem está perdendo espaço político. Falo também como professor de Direito Constitucional que impeachment não é golpe. A Constituição não proíbe investigar a presidente”, disse.

Para o novo tucano, o que foi revelado até o momento, principalmente por meio do processo da Operação Lava Jato, é muito mais grave que as denúncias que culminaram no impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.

“Quem responde a essa pergunta é o autor de um livro chamado ‘Elementos de Direito Constitucional’. O nome dele é Michel Temer , que foi meu professor. Temer diz o seguinte: o impeachment tem uma conotação jurídica e política. É diferente do Direito Penal. E, diante do que foi revelado até agora, o que está acontecendo hoje é muito mais grave do que ocorreu do processo do Collor, em 1992”, afirmou.

Taques classificou a gestão de Dilma como “amadora”. Como exemplo, ele citou o plano de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

Para o governador, em tempos de crise, não é o momento para se criar mais impostos.

“Com todo respeito, é uma administração amadora. Em tempos de crise, não é momento de criar novos impostos. Para superar os equívocos da política econômica praticada pelo governo, é necessário investir em infraestrutura e diminuir impostos, com ajuste fiscal cortando na própria carne. Aqui, cortei 2 mil cargos comissionados. A Dilma diz que vai cortar mil. Diminuí dez secretarias. Isso tem efeito pedagógico importante”, disse.

Ainda durante a entrevista, o governador falou sobre a troca de partido. Contou os motivos que o levaram a se filiar ao PDT e, em seguida, deixar a legenda.

“Desde que entrei no Senado, assumi postura independente do partido em relação ao Governo. Cobrei publicamente que o PDT deixasse a base. Sair do partido para entrar no PSDB foi o caminho natural”, completou.

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