Primeira mulher negra toma posse na Academia Mato-grossense de Letras

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Poetisa e escritora Luciene Carvalho ocupou a cadeira 31 da Academia.
Para ela, brasileiros gostam de ouvir poesias, mas poderiam ler mais.

Autora de cinco livros, a escritora Luciene Carvalho é a nova imortal da Academia Mato-grossense de Letras. A posse dela, realizada na noite nesta quinta-feira (13), preencheu as 10 vagas da instituição. Luciene assumiu a cadeira de número 31, ocupada anteriormente pelo escritor e ex-procurador do estado, Adauto Dias de Alencar, que morreu há dois anos.IMG-20150728-WA0030

A mulher dele foi homenageada durante a cerimônia. “Fico muito feliz por ele sempre estar sendo lembrado. Ele fez muitos trabalhos por Cuiabá e pela Academia”, disse Nelsa Marília Albuquerque.

Nascida em Corumbá (MS), a nova imortal começou a declamar poemas na adolescência. Hoje, ela comemora os livros escritos. O primeiro deles foi em 1994: ‘Desafios Poéticos’. Depois vieram ‘Conta Gotas’, ‘Ladra de Flores’, ‘Insânia’ e ‘Teia’.

“Eu sou uma declamadora que comecou a compor suas poesias. É muito bom compor, mas é muito bom quando chego para o meu público e declamo meus poemas. O Brasil gosta de ouvir poesias. Talvez não leia quanto poderia, mas gosta de poesias”, afirmou Luciene, que é a primeira mulher negra a ocupar o cargo.

Para o presidente da Academia, advogado Eduardo Mahon, Luciene reúne todos os predicados para o cargo. “Cuiabá é uma cidade cabocla, índia, negra. Não é possível que houvesse alguém na Academia. Agora, a Luciene junta todos esses predicados. Ela não é negra, ela é poeta, ela é uma pessoa da cultura popular, uma produtora cultural”, declarou.

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