Tecnologia deixa o casamento por um fio

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A cada dia é maior o número de casamentos que chegam ao fim por causa de denúncias anônimas de infidelidade feitas por telefone e posteriormente comprovadas em fotografias por investigadores contratos pelos cônjuges traídos. Ops! Falha nossa! Desculpe-nos pelo equívoco. Notícia velha, do século passado, reproduzida por engano nesta edição. 

É isso! Os casos de infidelidade e desavenças nos relacionamentos também se modernizaram, acompanharam os avanços tecnológicos. E, para tristeza dos(as) infiéis, contumazes ou eventuais, podem ser comprovados em tempo real por vídeos, fotografias e/ou mensagens pelas redes sociais, facebook, whatsapp entre outros. 

A pedagoga Val, 39 anos, jamais pensou que viveria as duas experiências de traição em épocas tecnológicas distintas. Primeiro, há 10 anos, comprovou a traição do marido depois de receber um telefonema anônimo em casa. “Seu marido está aqui, em uma casa a menos de cinco quadras da sua, com uma mulher. Tenho visto ele nesse endereço há meses”, dizia a voz feminina do outro lado da linha. 

Além de informar o endereço, com nome de rua, quadra, número da casa, quem “entregou” o marido infiel ainda ironizou. “O negócio aqui parece firme!”. 

Comprovada a traição, o casamento não se sustentou, apesar das promessas do marido de “nunca mais traí-la”. Mesmo com dois filhos pequenos, um deles de menos de dois anos, Val decidiu-se pela separação. 

Uma década depois, a traição se repetiu, com outro companheiro. Ela diz que não chegou a vê-lo com outra mulher, mas as mensagens trocadas pelo whatsapp o entregaram. 

Os bate-papos picantes do namorado com uma suposta amiga a impressionou. “Escreviam coisas um para o outro que nem na cama eu ouvia dele. E ainda veio me dizer que era só uma amiga com quem tinha intimidade para brincar. Pode?” 

Val conta que deu um print (copiou) nos diálogos e os arquivou. Quando foi pedir explicações ao namorado, viu a situação se reverter. Bravo, o amado a acusou por invasão de privacidade e a chamou de obsessiva e pôs fim ao relacionamento. 

Ela confidencia que também já “brincou” virtualmente, mas só com palavras, nunca chegou a praticar ou falar “coisas” que pudesse excitar sexualmente a pessoa que estava do outro lado. 

Ela até admite que exagerou ao invadir a privacidade dele, mas está certa de que não há dúvidas de que estava sendo traída e que merecida saber, não importa como. 

Com o novo namorado, com quem está há menos dois meses, Val diz que está tentando não monitorá-lo nas redes sociais. “Fizemos um acordo: ninguém vigia ninguém”, conta. 

No caso de Dadá, 28 anos, a prova da traição veio com texto e vídeo. Ela diz que flagrou o marido em casa, se relacionando virtualmente, se exibindo e se acariciando na frente da câmara para uma mulher que fazia o mesmo do outro lado. “Fiquei louca, brigamos feio, mas decidi permanecer com ele. Sabe de uma coisa, isso também já aconteceu comigo, só que ele não descobriu (risos). Essa coisas acontecem! Mas como não tivemos encontros físicos, acho que meu marido também não. Não foi traição”, repete. 

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