Caminhoneiros de Pontes e Lacerda aderem ao protesto contra o aumento do diesel.

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Caminhoneiros fazem protestos em todo Brasil nesta segunda-feira (21) contra o aumento no valor do diesel. A última alta diária ocorreu na sexta-feira (18), quando a Petrobras elevou os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Foi o 5º reajuste diário seguido. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

Em Pontes e Lacerda, a terça-feira (22) finalizou com paralisação de caminhoneiros autônomos. Os motoristas estão parando os caminhões na BR 174 em frente ao Posto Tuiuiú, os manifestantes ainda colocaram fogo em latas com óleo para sinalizar os dois lados da rodovia. A Polícia Rodoviária Federal esteve no local mais como a manifestação é ordeira e passiva não ouve repreensão.

 

O movimento foi aderido pelos caminhoneiros da cidade em solidariedade a toda a manifestação que está ocorrendo em todo território brasileiro, por se tratar de uma paralisação de autônomos trabalhadores que têm seus próprios veículos e prestam serviços sem a intermediação de transportadoras as adesões são pulverizadas e sem liderança formal.

 

O caminhoneiro Junior falou com a equipe do site akitafacilNews que participou das paralisações em 2015 e acredita que o momento é favorável para a mobilização, mas que seria necessária a adesão de outros setores da sociedade para haver resultados. 

 

“ O valor do frete impacta no preço de tudo que a população consome, mas se o caminhoneiro para a estrada, acaba sofrendo as consequências sozinho” lamenta Junior. 

 

A reportagem do site AkitafacilNews está acompanha a movimentação, os manifestantes vão marcar uma reunião com a PRF e representantes do comércio para apoio à categoria. A intenção não é bloquear a rodovia, apenas orientar para que os caminhoneiros retornem para casa.

 

A mobilização nacional dos caminhoneiros pede a redução da carga tributária sobre o diesel. O setor reivindica que a alíquota de PIS/Pasep e Cofins seja ‘zerada’ e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

 

O aumento é resultado da nova política de preços da Petrobrás, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Nos últimos meses, porém, o petróleo tem apresentado forte alta – na semana passada, chegou a bater na casa dos US$ 80 o barril, valor que não registrava desde novembro de 2014.

 

A reivindicação dos caminhoneiros é apoiada pelos donos de postos de combustíveis, que dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços. Segundo o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, o setor vai sugerir ao governo a redução dos impostos sobre os combustíveis e também que a Petrobrás faça o reajuste em intervalos maiores.

 

Os motoristas pedem ajuda da população que ajude nesse movimento pois o benefício e para todos os Brasileiros.

No bloqueio está passando apenas carro baixo, ambulância, carga perecível e carga viva.

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