Deputada reconhece “vitória pessoal” de EP em 2020, mas alerta para “custo”

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A deputada estadual Janaina Riva (MDB) disse que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) faltou só “vender a mãe” na disputa pela reeleição em Cuiabá. Durante entrevista a rádio Conti (103.7 FM) na manhã desta terça-feira, a parlamentar voltou a alfinetar seu ex-aliado que, segundo ela, fez uma campanha “forçada”. “Eu pensei: Meu Deus, vai vender a mãe para ser reeleito. Ele fez uma campanha horrenda, jamais sairia candidata naquelas condições, principalmente pensando na minha família”, disparou a deputada.

 

A fala ocorreu quando a parlamentar comentava sobre a relação partidária com Emanuel, que a cada dia fica mais desgastada. O pano de fundo para a “rusga” entre eles são as eleições de 2020 e o fato do pai da deputada estadual – o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Riva -, ter contado em sua delação premiada que Pinheiro recebia um “mensalinho” (propina).

Nesse contexto, a parlamentar voltou reclamar de uma suposta “agressividade” do prefeito de Cuiabá, que chamou José Riva de “bandido”. “Esse foi um dos motivos para nosso distanciamento pessoal. O Emanuel vivia dentro da minha casa, com meus irmãos, meus pais, e que tinha uma boa relação com a família. Ele vir e falar isso, eu confesso que me assustou um pouco”, disse.

A deputada também enfatizou que o maior desafio do prefeito Emanuel Pinheiro e sua equipe de marketing de campanha foi administrar a crise de imagem provocada pelo “escândalo do paletó”. O vídeo, que ganhou a mídia nacional que foi amplamente divulgada durante os dois turnos.

Segundo ela, isso justifica os gastos de campanha do emedebista. “Nós não queríamos que ele saísse candidato a reeleição por conta do episódio do paletó e achávamos que era um desgaste desnecessário. Ele que quis ir a qualquer custo e o custo é caro”, pontuou.

A parlamentar ainda rebateu as declarações do prefeito, que com frequência vem cobrando respeito da cúpula emedebista por ser o prefeito da capital. Para Riva, Emanuel teve uma vitória “isolada” e não partidária. “Foi uma vitória pessoal dele, não é uma coisa de grupo. O MDB ficou feliz com a vitória? Ficou, mas ficou como ficou com os outros prefeitos que foram eleitos. Ele é mais um prefeito no contexto de todo. Ele não é uma pessoa partidária”, complementou.

Por fim, Janaína ainda reforçou que o chefe do Executivo não terá espaço para novos projetos políticos, principalmente se quiser disputar o Governo de Mato Grosso em 2022. Segundo ela, o entendimento do partido continua sendo em apoiar a reeleição do governador Mauro Mendes (DEM). “Não está nos planos do partido viabilizar espaço algum para projeto político do Emanuel. Se esse for o interesse dele, o partido tem que jogar limpo com ele. Hoje, os projetos políticos dele não faz parte dos projetos políticos do MDB”, finalizou.

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