MPF pede envio da Força Nacional ou do Exército a garimpo ilegal em Pontes e Lacerda.

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Segundo o órgão, duas mil pessoas se encontram na Serra da Borda, Garimpeiros retornaram à área uma semana após a desocupação.

O Ministério Público Federal solicitou, em pedido feito à Justiça Federal, a presença da Força Nacional ou do Exército na área de garimpo ilegal localizada na Serra do Caldeirão, em Pontes e Lacerda, para garantir que a região não mais seja ocupada por garimpeiros em busca de ouro. O pedido foi feito pelo MPF à Justiça Federal em Cáceres, a 250 km da capital, na quarta-feira (9). A expectativa do órgão é de que uma decisão sobre o caso seja tomada nos próximos dias.

A região, que chegou a ser chamada de “nova Serra Pelada”, passou pela sua primeira desocupação em novembro deste ano, realizada por força de determinação judicial, após ação integrada das polícias Federal (PF), Militar (PM) e Polícia Rodoviária Federal (PRF). No entanto, de acordo com o MPF,  o garimpo ilegal voltou a ser ocupado por cerca de duas mil pessoas apenas uma semana depois da operação policial.

No pedido feito à Justiça, o MPF solicita que o Ministério da Justiça se manifeste sobre o pedido feito em outubro pelo órgão, quando foi solicitada a presença da Força Nacional ou do Exército para a execução da operação de desocupação e proibição de acesso à região de exploração ilegal de ouro na Serra da Borda.

“A situação é de extrema necessidade e urgência da ocupação da área do garimpo por uma força de segurança permanente para assegurar a preservação da ordem pública, de modo a impedir a continuidade da prática de crimes na localidade e o desrespeito indiscriminado ao cumprimento de ordem judicial”, diz trecho da petição do MPF.

‘Ocupação superestimada’
Segundo o delegado responsável pela coordenação das ações da PF na região, Jesse James Rodrigues Freire, “as estimativas estão conflitantes e até mesmo superestimadas para possivelmente tentar desestimular imediatas ações policiais no local”.

“Estimo que haja menos de mil pessoas porque os buracos com maior incidência aurífera necessitariam ser novamente cavados, fato que impossibilita a imediata extração do ouro. Como a situação está diferente, não é muito atrativo para os garimpeiros”, avaliou o delegado.

A partir de uma decisão favorável da Justiça pela desocupação, a PF deverá realizar, de forma integrada, um novo plano operacional para retirar os exploradores da área ilegal.

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Lislaine dos Anjos

G1MT

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