Policia militar prende pessoas com ouro e equipamentos para mineração.

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Cinco pessoas foram detidas com 14 gramas de ouro e maquinários nesta quarta-feira (13) na região do garimpo ilegal da Serra da Borda, em Pontes e Lacerda. O garimpo está ocupado por aproximadamente duas mil pessoas e é alvo de uma desocupação por forças policiais.

Segundo informações da Força Tática da Polícia Militar, o grupo foi detido em uma estrada de acesso ao garimpo. São quatro adultos e uma adolescente. O grupo deve ser encaminhado para a Polícia Federal de Cáceres.

Com eles a polícia encontrou um gerador de energia, uma motosserra, uma balança e dois veículos. A ação faz parte da desocupação do garimpo, anunciada pela Secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp) na última terça-feira (12).

A medida atende a uma decisão proferida pela Justiça Federal no final de dezembro, determinando que o estado e a União retirem os garimpeiros da área e assegurem o isolamento dela. Em duas semanas, 33 pessoas já foram presas em abordagens e ações policiais nas estradas de acesso ao garimpo.

 

Ainda conforme a Sesp, atendendo à decisão judicial, o estado divulgou que, junto à União, pretende desocupar totalmente a área até a próxima terça-feira (19). No próximo sábado (16) deverá ser feito o bloqueio total do garimpo, impedindo qualquer entrada de novos exploradores. Já os garimpeiros que persistirem no local serão retirados à força até terça-feira.

Depois disso, tropas federais deverão assegurar o isolamento e a preservação da área. O isolamento deverá durar até que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) emite autorizações de exploração mineral e pesquisa no local.

O garimpo
O garimpo vinha sendo explorado desde setembro de 2015 e chegou a reunir oito mil pessoas, entre garimpeiros profissionais e ocasionais. Em outubro, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação contra as três mineradoras que protocolaram pedido de lavra junto ao DNMP para atuar na região e contra os três proprietários do imóvel onde o garimpo está localizado.

A Justiça Federal em Cáceres atendeu ao pedido do MPF e determinou a desocupação da área, mas determinou a permanência da polícia no local por apenas dez dias, o que resultou no retorno de garimpeiros no local.

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