Primeiro balanço da dengue em 2016 registra 349 casos em Mato Grosso

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Somente 56 municípios apresentaram notificações ao estado por enquanto. Ano de 2015 teve 30.907 casos em todo o território mato-grossense.

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O primeiro boletim epidemiológico da dengue em Mato Grosso no ano de 2016 apontou que o estado já registrou 349 casos novos da doença em 16 dias. O número é 23,9% inferior ao registrado no mesmo período inicial do ano passado, mas o fato de ter sido gerado por notificações recebidas de apenas 56 municípios leva a Secretaria estadual de Saúde (SES) a admitir que o panorama real de avanço da dengue em Mato Grosso seja mais grave, com mais casos existentes do que os notificados.

Ao longo de todo o ano de 2015, a SES registrou 30.907 casos de dengue, total que superou em mais de 150% o número de casos do ano anterior. Seis pessoas morreram em decorrência da dengue em 2015 no estado, quando dois sorotipos do vírus da dengue estiveram em circulação, situação que, por enquanto, deve se manter.

Divulgado nesta quarta-feira (21), o primeiro boletim epidemiológico de 2016 aponta a preocupação do estado com a subnotificação dos casos de dengue, explicando que a redução de 23,9% no número de casos (na comparação com o mesmo período de 2015) “não significa realmente um sinal de declínio na incidência [da doença] porque os números desta semana apresentam atraso na digitação, portanto o valor real pode ser maior que os registrados”.

O boletim também expressa necessidade de empenho por parte das secretarias municipais de saúde “para atualizar os registros o mais rápido possível”, uma vez que 85 municípios ainda são considerados “silenciosos” por não terem enviado dados referentes à incidência de dengue nestas primeiras duas semanas de 2016.

Dentre os casos notificados, apenas um é considerado grave até o momento em 2016 e está sendo investigado em Sinop, cidade a 503 km de Cuiabá. Em todo o ano de 2015 o estado teve 43 casos graves da doença.

Chikungunya e zika
O boletim epidemiológico também aborda dados registrados de outras doenças provocadas por vírus que têm no mosquito Aedes aegypti seu principal vetor, como a febre chikungunya e a zika.

Em 2015 a SES registrou 206 notificações de febre chikungunya, mas o número ainda pode se alterar por força de atualizações nos dados da secretaria. Em 2016 por enquanto não foi reportada qualquer notificação por caso novo de chikungunya.

Situação semelhante ocorre com os dados da zika. Em 2015 o estado registrou, por meio da SES, 4.034 casos da doença. O número ainda pode mudar devido a dados que ainda faltam ser inseridos no sistema mantido pela SES junto aos municípios. Este ano ainda não há qualquer notificação de novos casos.

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